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"Silêncio na Calçada" é um retrato cru e emocionante da vulnerabilidade humana diante da imprevisibilidade da vida. A música narra de forma linear e impactante a trajetória de um jovem de 23 anos, cheio de planos e sonhos interrompidos abruptamente por um instante de violência cotidiana. "Silêncio na Calçada" é uma reflexão profunda sobre o peso da ausência, o valor do tempo e a dor daqueles que ficam. Uma faixa potente e reflexiva para quem busca músicas que traduzem a jornada humana com verdade, sensibilidade e drama.
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🎸 FICHA TÉCNICA
Composição, Letra e Arte: Rafael Zeferino
📜 SILÊNCIO NA CALÇADA
Desceu do ônibus, fim de tarde;
O céu pintado em tons de saudade.
Na esquina, um tumulto chamou;
Curioso, ele se aproximou.
Vozes cortavam o ar,
Uma briga prestes a desandar.
Um grito rompeu o chão,
E o tempo parou na explosão.
Uma bala voou sem direção,
Mas encontrou seu coração.
Aos vinte e três, sonhos caíram no chão;
Silêncio, agora, é sua canção.
Sirenes gritam na contramão,
O socorro chegou, mas em vão.
Tantos planos deixados pra trás,
Num instante que não volta mais.
Olhos abertos, fitando o céu;
A calçada abraçou seu papel.
Passos correm, gritos no ar,
Mas nada podia o tempo voltar.
Um nome entre tantos perdidos,
Mais um jovem entre os esquecidos.
Ninguém viu de onde partiu,
Mas todos sentiram quando ele caiu.
Uma bala voou sem direção,
Mas encontrou seu coração.
Aos vinte e três, sonhos caíram no chão;
Silêncio, agora, é sua canção.
Sirenes gritam na contramão,
O socorro chegou, mas em vão.
Tantos planos deixados pra trás,
Num instante que não volta mais.
Na calçada, o telefone largado;
Mensagens não lidas no passado.
Uma vida inteira por viver,
Levou consigo sem entender...
Uma bala perdida, mas não por acaso,
Fez do seu peito o último abraço.
O mundo seguiu, mas algo parou
Na calçada onde a vida calou.
Sirenes gritam na contramão,
O socorro chegou, mas em vão.
Tantos planos deixados pra trás,
Num instante que não volta mais.